Hoje arrematamos mais uma leva do que nos foi enviado.
Costuramos, cuidadosos, com tesoura e agulha.
Fechamos tantos e tantos agasalhos em corpos frágeis, que necessitavam de reparos.
Cortamos e serzimos.
Havia mágoa, cortante.
Através dos rasgos, mostrava-se a pele esfolada,
manchada,
pesada.
Fizemos remendos.
Fizemos remendos.
E costuramos.
Deixamos tecidos livres, folgados, leves, para os membros ressentidos, doloridos.
Braços, mãos, tinham permanecidos expostos ao relento, à indiferença.
Ao vento.
E continuamos,
E continuamos,
e alinhavamos.
Rasgamos o que percebemos em fúria, raiva em botões quebrados.
Tingimos para que todas as vestes mostrassem cores de alegria,
cores da alma limpa e perfumada
Rasgamos o que percebemos em fúria, raiva em botões quebrados.
Tingimos para que todas as vestes mostrassem cores de alegria,
cores da alma limpa e perfumada
de jasmim.
Assim.
E pedimos em preces para que continuássemos com a chance de reparar.
E pedimos em preces para que continuássemos com a chance de reparar.
Sem preconceito,
sem defeito,
fazendo novas peças de algodão,
e esperança.
Temperança.
E fomos usando todas as tonalidades que nos fossem permitido,
até o fim do dia,
enquanto tecido tivéssemos.
até o fim do dia,
enquanto tecido tivéssemos.
5 comentários:
Lindo te ler!profundas tuas palavras! Adorei o "tecido"! abraços,chica
Caro amigo, que lindas e profundas palavras e obrigada por me visitar.
Ausente por uma série de motivos, mas com fé em dias melhores, ao visita-lo me deparo com mais uma de suas pérolas. Posso publica-la?
um bom dia!
Chica
Você que vai fazendo brotar páginas e mais páginas vem trazer um pouco da sua delicadeza. Obrigado. Abraços. Cláudio.
Celle
Pessoas otimistas sempre carregam consigo a energia que possibilita a boa mudança. Assim será. Um abraço do amigo. Cláudio.
Utilize o texto como quiser Circele.
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