As aranhas pertencem a classe dos aracnídeos que, por sua vez, são representantes dos animais artrópodes, com patas (apêndices articulados). Os insetos também são animais deste grupo, embora se diferenciem por possuir três pares de patas e, geralmente, não serem predadores peçonhentos.
Esta espécie, geralmente,não é agressiva. Pode viver, em média, até 20 anos, quando fêmea. Os machos vivem pouco mais de um terço deste período. A maturidade sexual chega em torno dos três anos de idade. Para o acasalamento, o macho possui pedipalpos (segundo par de apêndices) adaptados a inocular o esperma na fêmea. Durante o ato sexual ele costuma imobilizar a fêmea e fugir ao final, já que o apetite destas espécies é grande e elas desenvolvem o canibalismo.
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Inúmeros ovos junto ao corpo de uma espécie de aranha caranguejeira. Imagem web |
A fêmea, após a cópula, é capaz de produzir até 400 ovos que darão origem a inúmeros filhotes. Estes abandonam logo as proximidades da mãe e saem para uma vida independente.
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Ao ser incomodada a caranguejeira assume uma posição de defesa, com as patas superiores em elevação. Imagem: Cláudio Gontijo/Lassance-MG |
O corpo das caranguejeiras apresenta inúmera cerdas que revestem principalmente o abdome e as patas. Ao ser molestada ou atacada, esta aranha ergue as patas dianteiras e as esfrega ao longo do corpo, emitindo boa quantidade destas cerdas (pelos) que costumam ser urticantes. Estas cerdas podem causar irritações alérgicas em determinadas pessoas. Este constitui o maior risco destas aranhas que apenas parecem pequenos monstros, mas, na verdade, contribuem para o meio ambiente e a cadeia alimentar. Elas alimentam-se de insetos (gafanhotos, baratas), pequenos anfíbios e répteis (lagartos).
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A caranguejeira a as suas cerdas, visíveis. Imagem: Cláudio Gontijo/Lassance-MG |
Existem espécies de maior porte que podem atingir mais de 30 cm de tamanho, como a Theraphosa blondi, aranhas caranguejeiras que se alimentam de pássaros.
As aranhas caranguejeiras ocorrem em quase todas as regiões da terra, à exceção dos polos e geleiras. Existem ao todo cerca de 900 espécies, porém apenas pouco mais de 30 são conhecidas e catalogadas.
Muitas destas caranguejeiras vivem em tocas que chegam a um metro de profundidade. Provavelmente esta caranguejeira que avistei saiu da sua toca com a vibração da máquina ou com algumas gotas de chuva que deixaram o seu habitat inadequado.
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Junto aos pedipalpos, o aparelho bucal (que geralmente é sugador). Imagem: Cláudio Gontijo/Lassance-MG |
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