Hoje arrematamos mais uma leva do que nos foi enviado.
Costuramos, cuidadosos, com tesoura e agulha.
Fechamos tantos e tantos agasalhos em corpos frágeis, que necessitavam de reparos.
Cortamos e serzimos.
Havia mágoa, cortante.
Através dos rasgos, mostrava-se a pele esfolada,
manchada,
pesada.
Fizemos remendos.
Fizemos remendos.
E costuramos.
Deixamos tecidos livres, folgados, leves, para os membros ressentidos, doloridos.
Braços, mãos, tinham permanecidos expostos ao relento, à indiferença.
Ao vento.
E continuamos,
E continuamos,
e alinhavamos.
Rasgamos o que percebemos em fúria, raiva em botões quebrados.
Tingimos para que todas as vestes mostrassem cores de alegria,
cores da alma limpa e perfumada
Rasgamos o que percebemos em fúria, raiva em botões quebrados.
Tingimos para que todas as vestes mostrassem cores de alegria,
cores da alma limpa e perfumada
de jasmim.
Assim.
E pedimos em preces para que continuássemos com a chance de reparar.
E pedimos em preces para que continuássemos com a chance de reparar.
Sem preconceito,
sem defeito,
fazendo novas peças de algodão,
e esperança.
Temperança.
E fomos usando todas as tonalidades que nos fossem permitido,
até o fim do dia,
enquanto tecido tivéssemos.
até o fim do dia,
enquanto tecido tivéssemos.