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Imagens: Sicalis flaveola (Canário-da-terra)/Cláudio Gontijo/Lassance-MG

quinta-feira, 5 de abril de 2018

A razão e o tempo










Ninguém está acima do bem e do mal. O tempo vai corrigindo tudo o que se desnivela ao sabor da ambição sem lastro. Como a ferrugem, o tempo corrói alicerces metálicos mentirosos. Todas as edificações amparadas nas paredes da corrupção se fragilizam pela sua própria natureza. 

À luz da razão e da própria emoção a arrogância nunca construiu mitos. Estes ídolos toscos não permanecem na história para contá-la em páginas limpas.

Personagens que germinaram pelo oportunismo,  perderam a sua ideologia em cifras que ninguém delimita ao certo. Embora almejassem estátuas em praças públicas e incontáveis homenagens, tornaram-se exemplos de dissimulação, apagados que foram por seu populismo de baixo valor. 

Sempre restará o que foi depositado pela justiça; nas ruas ou nas salas áridas dos tribunais. Restará também o que ficou dos anseios daqueles que se indignaram, daqueles que um dia acreditaram numa proposta que se esvaziou.

Ao final permanece ainda um longo caminho a ser percorrido. As estradas mais almejadas são as mais difíceis de serem traçadas. Ainda assim foram recortadas muitas outras vias essenciais, com todas as suas imperfeições e valetas pseudo partidárias. Todas estas serão as que vão conduzir ao verdadeiro bem estar.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Brinquedo







Já não resta mais nem mesmo o que encantou o teu brinquedo,
agora caminhas pelos torrões e os raios da luz do dia passam pelos escombros.
Mas sei que tens sonhos e carregas o direito de correr longe do que te amedrontas.
Sei que apertas as mãos que já te levaram cuidadosas por ruas de cores e de vida.
Sei também que tens uma voz que pede um afago.
Levaram teus amigos, tua inocência. 
Levaram teus bens que nem todos notavam ao certo mas que compunham a tua infância.
Eram teus todos os pequenos objetos e faziam parte dos dias em que vivias sem medo,
onde não te assombravam a violência dos sons que nunca ouviras antes.
Tuas vestes não foram trocadas e teus pés estão sujos,
tua casa agora foi manchada e violada,
tuas mãos estão sangrando e você se recusa a olhar.
Teu caminho hoje é incerto e a cada dia passas por uma nova esquina,
mas sei que ainda tens direção e que queres encontrar novamente o que levaram de ti.
Sei das tuas súplicas ainda que não saibas os pormenores do que vai recitar,
sei da paz que ainda chegará,
antes da tua compreensão,
antes que termine o teu choro,
ainda antes que se vá o teu derradeiro gemido.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Dimorfismo sexual

Quando dois seres vivos de uma mesma espécie apresentam caracteres físicos diferentes em sexos distintos, dizemos que, neste caso, há dimorfismo sexual. Enquanto nos vegetais esta característica é apenas funcional, nos animais esta diferença pode ocorrer para que um dos sexos apresente esta morfologia distinta com o objetivo de atrair o parceiro durante o acasalamento.

No caso específico do Canário-da-terra (Sicalis flaveola) esta característica é ainda mais acentuada e notável através da plumagem da espécie. O macho possui as penas com coloração amarela, enquanto a fêmea possui a cor parda e estriada. 



A fêmea do canário-da-terra, com as suas penas de cor parda e estriada. Imagem: Cláudio J Gontijo




Durante o período de acasalamento o macho apresenta a plumagem ainda mais acentuada na sua coloração amarela, o seu canto fica mais melodioso e contínuo. Ele costuma efetuar movimentos dançantes em volta da fêmea.


O macho do canário-da-terra com sua plumagem amarelada. Imagem: Cláudio J Gontijo



A espécie em seu dimorfismo sexual. Imagem: Cláudio J Gontijo





domingo, 31 de dezembro de 2017

Simples









Sejamos gratos pelo que há de mais simples em nossa jornada. Acreditamos que a materialidade nós tornará mais plenos. Mas somente a simplicidade dos nossos atos no conduz à verdade. A verdade que nos leva a Deus. Deus é simplicidade sem contornos.

Sejamos gratos pela simplicidade que nos é ofertada dia após dia.

Sejamos gratos pela simplicidade que as nossas ações exalam quando nos aproximamos de tudo que é verdadeiro, de tudo que é Divino.

Sejamos gratos pela simplicidade de tudo aquilo que nos é essencial. Sejamos gratos pela simplicidade do amor.

Sejamos gratos pela simplicidade daquilo que realmente nos conforta. O Ano Novo que chegará, virá mais rápido do que nossas convicções. Então, que sejamos mais gratos, e mais simples!


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Flamboyant

O Flamboyant é uma árvore que pode atingir a altura de 10 a 12 metros. Embora a altura não seja considerável, a sua copa pode se tornar muito larga e frondosa. A espécie, Delonix regia, tem origem na África e adaptou-se às regiões tropicais e sub-tropicais da América.



Um Flamboyant ainda jovem em período de floração. Imagem: Cláudio J Gontijo




É muito utilizado como planta ornamental em função da beleza das suas flores avermelhadas. No entanto suas raízes fortes atingem também a superfície do solo, sendo capazes de destruir passeios e construções. Por isso são ideais para serem plantados em parques e campos abertos.



Flor do Flamboyant (existem tonalidades mais claras, amareladas). As sépalas estão localizadas mais ao centro da flor. Imagem web



As flores surgem entre os meses de outubro a dezembro. Elas são protegidas por sépalas (estruturas foliáceas menores que protegem diretamente a parte central da flor) e por pétalas (posição externa em relação às sépalas). Estas estruturas reprodutoras dão origem a vagens (leguminosas) que, por sua vez, irão originar as sementes. As sementes são muito duras e é necessário tirá-las de um estado de "dormência", colocando-as em água pura por um período de 24 horas. Após plantadas elas germinam em cerca de 15 dias.




A vagem seca do Flamboyant. Imagem: Cláudio J Gontijo





Sementes no interior da vagem. Imagem web














sexta-feira, 21 de julho de 2017

O Pau d'arco roxo

O Ipê Roxo na verdade produz flores de tonalidade rósea/roxa. Por isso esta espécie, Tabebuia impetiginosa, é também conhecida como Pau d'arco rosa. 



Imagem: Cláudio J Gontijo




O Ipê roxo atinge uma altura que varia de 9 a 13 metros, podendo chegar a 20 metros em meio a uma floresta densa. Sua floração ocorre entre os meses de maio a agosto. Após este período, no início da primavera, as flores darão origem a vagens lisas que irão se romper originando sementes aladas. Estas sementes germinam bem em cima tropical, a sol pleno.




Imagem: Cláudio J Gontijo





Sua madeira é dura, rígida, utilizada para construções externas. Também pode ser utilizada para arcos de violino, daí o nome pau d'arco. A casca é bactericida com poder medicinal em úlceras, feridas externas, infecções da pele.






As flores dão origem às vagens que se rompem originando as sementes. Imagens: Cláudio Gontijo



Esta espécie é adequada em arborização urbana pelo fato de suas raízes não causarem maiores estragos e pela beleza de suas flores.



Imagem: Cláudio J Gontijo


terça-feira, 20 de junho de 2017

Amor recíproco




A gratuidade de nossos gestos revela o imenso amor de Deus por cada pessoa com quem nos relacionamos, porque todo amor gratuito vem de Deus e a Ele retorna através dos irmãos. Não importa se quem ama tem ou não um referencial religioso, se ama com pureza de coração é porque a essência do divino, que está em todos nós, o impulsiona a fazer o bem.

Comigo acontece muitas vezes que assumindo como minhas as dificuldades do próximo, depois encontro as minhas resolvidas ou amenizadas. O amor realiza o milagre da comunhão assim como o fenômeno de um líquido dentro de vasos comunicantes, ao ajudar alguém a resolver seus problemas, ao mesmo tempo estou resolvendo também os meus. Ou acontece que diante de uma grande dificuldade de um irmão, a minha dificuldade parece mínima. É como se Deus me dissesse: Faz algo por mim no irmão que eu também farei por ti.








Apolônio de Carvalho Nascimento

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Os animais de corpo mole; moluscos.

Encontramos moluscos na terra, na água doce e no mar. Embora sejam animais invertebrados, sem estrutura óssea partindo de uma espinha dorsal, muitos deles apresentam uma carapaça rígida, protetora de uma parte do seu corpo. Esta concha, como é chamada, é secretada pelo próprio corpo do animal (manto) composta de substâncias que são carbonato de cálcio, compondo o que denominamos de esqueleto externo ou exoesqueleto. Encontramos na praia diversas formas e modelos destas conchas. Na terra e na água doce a forma mais comum é o caracol, um cone torcido. 




Diversos tipos de conchas; algumas fazem a camuflagem do animal, outras repelem os predadores.




O corpo dos moluscos é dividido principalmente em três partes: cabeça, massa visceral e pés. Numa região denominada de manto, próxima aos pés, existem glândulas que secretam um muco pegajoso utilizado na locomoção e proteção do corpo. 





As vísceras envolvem os pulmões, órgãos reprodutores e digestivos. A cabeça apresenta tentáculos em cuja extremidade estão os olhos. O aparelho bucal possui uma estrutura relativamente rígida, a rádula, utilizada como uma língua capaz de preparar pedaços de vegetais a serem digeridos.


Caramujo com a concha e o par de tentáculos onde se localizam os olhos.





Estes animais dividem-se em três grupos ou classes: cefalópodes, gastrópodes e bivalves (bi- duas, valves- peças). 

Os cefalópodes não apresentam carapaça externa. Os polvos e lulas são seus principais representantes. 








 A imagem de uma lula



















O polvo no fundo do mar; um exemplo de cefalópode.










Os gastrópodes possuem uma única concha ou peça (univalves) de material rígido. Estes caracóis espalham-se pelo solo úmido, pelas margens de lagoas, rios e riachos. 


As ostras e os mexilhões são exemplos de seres vivos que fazem parte da classe dos bivalves. Apresentam duas peças (valves) protetoras da massa visceral interna. Habitam as costas rochosas marinhas, o fundo do mar e de cursos de água doce.


Os moluscos que vivem em ambiente aquático respiram por estruturas denominadas de brânquias, os terrestres possuem um sistema pulmonar.



As ostras possuem duas valves ou carapaças. Os bivalves não possuem região cefálica. Alimentam-se filtrando a água que entra no interior da concha.




sexta-feira, 19 de maio de 2017

Face a face






Hoje caminhamos confusos, onde o eixo é dúvida,
onde pensamos não haver como continuar,
sem qualquer olhar,
sem qualquer proposta,
sem nenhum abraço.
Mas então haverá o tempo em que amanhecerá,
e contemplaremos soluções onde se desenhava o improvável.
O mal se tornará decadente,
a desconfiança ficará em uma valeta da estrada,
carcomida e amarelada.
Mas tudo aquilo que experimentamos não se livrará do tempo,
o implacável tempo que tudo altera,
que deixará gastas todas as certezas absolutas que afirmamos e juramos,
pela nossa vida,
que também passará.
Todos sairão de suas jornadas,
porque elas deixarão de ser escolhas,
todos terminarão suas orações,
porque elas ficarão imprecisas,
todos deixarão suas palavras,
porque elas serão desnecessárias,
diante do que se colocará diante de nós.
Então veremos face a face,
aquilo que transportaremos, legítimo, para uma dimensão que estará em nós,
onde o amor dirá todos os dons,
todas as curas,
milagres,
preces,
confissões.
E mesmo com a esperança que transportamos a passos rápidos,
preocupações,
ocupações,
tudo ainda terá sido minúsculo,
diante do que teremos,
por uma imensurável,
necessidade de vida eterna,
de vida em licitude,
de vida em plenitude,
de verdade..





quarta-feira, 15 de março de 2017

Viver para os outros



Quando tocamos em algo, deixamos as nossas impressões digitais. Quando tocamos a vida das pessoas, deixamos nossa identidade. 

A vida é boa quando você está feliz; mas a vida é muito melhor quando os outros estão felizes por causa de você. Seja fiel ao tocar os corações dos outros, seja uma inspiração. Nada é mais importante e digno de praticar do que ser um canal das bençãos de Deus. 

Nada na natureza vive pra si mesmo. Os rios não bebem a sua própria água, as árvores não comem seus próprios frutos. O sol não brilha para si mesmo, as flores não espalham sua fragrância para si. 









Jesus não se sacrificou por si mesmo, mas por nós. Viver para os outros é uma regra da natureza. Todos nós nascemos para ajudar uns aos outros. Não importa o quão difícil seja a situação em que você se encontre, continue fazendo o bem aos outros.





Baseado em um relato do Papa Francisco.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O escorpião e o desequilíbrio ecológico

Das mais de 130 espécies de escorpiões conhecidas no Brasil,  três espécies  estão entre as que são capazes de causar acidentes em função de sua picada e veneno. Estão também entre aquelas que mais se adaptaram ao ambiente doméstico. Seu veneno é neurotóxico, podendo afetar o sistema respiratório e até mesmo ser fatal em crianças, idosos, pessoas debilitadas. São elas:

Tityus serrulatus - o escorpião amarelo, comum principalmente no sul e sudeste, campeão em acidentes urbanos.

Tityus serrulatus 



Tityus bahiensis - muito comum em acidentes rurais, encontrado com mais frequência nas regiões centrais e no nordeste.


Tityus bahiensis



Tityus stigmurus - conhecido como escorpião do nordeste.


Tityus stigmurus





Os escorpiões são aracnídeos (parentes das aranhas comuns) cujos ancestrais estão no planeta a mais de 400 milhões de anos, daí a sua grande capacidade de adaptação em diversos ecossistemas. Possuem um exoesqueleto (carapaça externa) resistente e hábitos noturnos. São predadores carnívoros alimentando-se de baratas, grilos, larvas, aranhas, pequenos lagartos e são, muitas vezes, canibais. Sua visão é pequena, porém ele é capaz de perceber as vibrações e o calor das suas presas através de minúsculas estruturas localizadas no abdome, dos seus pedipalpos (palpos) e patas.





Reproduzem-se na maioria das espécies por partenogênese. A fêmea produz óvulos que se transformam em embriões (reprodução assexuada, sem acasalamento, sem gametas masculinos). Estes embriões dão origem a formas adultas. Uma fêmea pode gerar cerca de 40 filhotes a cada ano.

Os predadores naturais dos escorpiões são pássaros, cobras, lagartos. Muitos destes animais enfrentam dificuldades de sobrevivência em função da destruição de vários habitats (florestas, cerrado, matas ciliares). Sem os devidos predadores e com a multiplicação dos insetos pelas alterações climáticas, a reprodução destes aracnídeos é elevada.