- O cigarro comum, de papel, tóxicas, originárias de um processo intenso de industrialização do tabaco. Existem mais de 4000 compostos tóxicos na sua fumaça. O benzopireno é um exemplo. Consiste em um hidrocarboneto aromático altamente cancerígeno que é incorporado ao papel para que a sua queima ocorra de maneira mais rápida. O cigarro queima de maneira espontânea quando aceso.
- Para reduzir custos, muitos comerciantes optam por adquirir produtos importados de baixa qualidade, com potencial de danos ainda maiores ao organismo.
- Atualmente já bastante industrializado, o cigarro de palha foi mais restrito ao ambiente rural. Hoje vai se espalhando pelas cidades, pelos grandes centros. Existe uma imagem que o caracteriza como um hábito prazeroso, típico do homem do campo. Na verdade, ele sempre foi um agente nocivo que pode ter afetado a saúde destes trabalhadores.
- O benzeno
- Entre os vários tipos de hidrocarbonetos aromáticos está também o benzeno. A substância benzina, como é popularmente conhecida, é utilizada como solvente, limpadora de substâncias oleosas, utilizada também em vários processos industriais. Ela está presente em tintas, vernizes, colas. Esses hidrocarbonetos produzem gases que, se inalados com frequência, podem afetar as células hepáticas, pulmonares. Podem degradar a musculatura cardíaca causando danos irreversíveis. Podem causar diversos tipos de câncer e distúrbios neurológicos importantes.
- Alcatrão
- O alcatrão é uma substância que possui o benzeno como sua molécula base. Torna-se liquefeito pelo calor e possui cheiro forte. É obtido através da queima de hidrocarbonetos como a hulha (carvão betuminoso, carvão de pedra).
- Cigarros comuns, cigarros de palha e o alcatrão
- A queima do cigarro comum e do cigarro de palha produz várias substâncias tóxicas, entre elas o alcatrão. Neste último ele pode ser notado como uma substância negra e viscosa.
- A concentração do alcatrão em cigarros de palha é maior do que nos cigarros de papel. Especialistas indicam que um único cigarro de palha equivale a três cigarros de papel comuns.
- O alcatrão transforma-se em um resíduo que se deposita nas vias respiratórias, destrói os cílios pulmonares e aumenta muito o risco de câncer e enfisema pulmonar.
- Como a maioria destes cigarros artesanais não possui filtro, eles podem causar danos ao organismo, malefícios, superiores e em maior escala do que os cigarros comuns.
- Imagem do alcatrão, líquido
- escuro no interior de um
- recipiente
- Efeitos do alcatrão no organismo:
- -cancer na boca, faringe, laringe, esôfago e estômago;
- -deficiencia pulmonar obstrutiva crônica (DPOC);
- -enfisema pulmonar que vai impedindo as trocas gasosas realizadas nos alvéolos pulmonares;
- -entupimento das artérias com danos severos ao coração;
- -acidente vascular cerebral (AVC);
- -manchas e amarelamento dos dentes, gengivites.
Ver de Vida
Imagens: Garça-branca-grande (Ardea alba), Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus)/Cláudio Gontijo
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
O cigarro e os hidrocarbonetos aromáticos, seus malefícios ao organismo
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Pombos, Columba livia, os ratos de asas e as criptococoses
Uma das espécies mais comuns de pombos, que se adaptaram ao ambiente urbano é a chamada Columba livia. Na cidade eles encontram alimento em maior quantidade, são tolerados pela população e não são incomodados por predadores. Normalmente, na natureza, fazem ninhos em locais altos, de pouco acesso e alimentam-se de sementes e grãos. Fora do seu habitat eles buscam o interior dos telhados, forros, de casas mais altas, para moradia e reprodução.
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| Pombos no telhado, as frestas foram fechadas |
- Não deixar restos de alimentos mal acondicionados; farelos, rações, cereais.
Embora tenham uma aparência mansa e muitos os associarem à paz e a beleza das cidades, os pombos urbanos representam riscos para a saúde pública. Na verdade não possuem nada de atrativos se considerarmos que são reservatórios naturais assintomáticos de inúmeros microrganismos. Ações educativas, informativas, devem ser
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Mimetismo e camuflagem, a luta pela sobrevivência
Dentro da luta pela sobrevivência que ocorre todos os dias, na verdade a cada segundo, no interior dos ecossistemas, a seleção natural determina o que é fundamental; os mais aptos e melhor adaptados irão perpetuar a sua espécie. A camuflagem e o mimetismo fazem parte de comportamentos adaptativos das populações na luta pela vida.
| Uma borboleta confunde-se com o tronco de uma árvore. Imagem: Cláudio J Gontijo |
| Muitas espécies de aves também podem camuflar-se junto ao solo. Imagem: Claudio J Gontijo |
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| Espécies afins com grande semelhança; mimetismo. A coral da esquerda não é peçonhenta, ao contrário da figura à direita. Imagem web |
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| O mimetismo entre duas borboletas de espécies diferentes. Imagem: mongabay.com |
segunda-feira, 20 de julho de 2026
Escorpiões: artrópodes predadores
Em períodos chuvosos alguns seres vivos costumam se deslocar com frequência de um local para outro à procura de maior proteção e de alimento. Entre eles estão os escorpiões.
Os escorpiões são predadores de hábitos noturnos. Alimentam se de baratas, grilos, moscas, larvas, aranhas. Vivem naturalmente debaixo das pedras, dos troncos de madeira e folhas em decomposição. Muitas vezes encontram o seu alimento nos entulhos que deixamos. Eles também são canibais, podendo devorar os da sua própria espécie.
Sua visão é pequena, porém ele é capaz de perceber as vibrações e o calor das suas presas através de minúsculas estruturas (estigmas) localizadas no seu corpo, dos seus pedipalpos (palpos) e patas. Por isto são extremamente perigosos.

Estes seres são aracnídeos. Estão no mesmo grupo das aranhas comuns. Seus ancestrais vivem no planeta há mais de 400 milhões de anos, daí a sua grande capacidade de adaptação a diversos ecossistemas. Possuem um exoesqueleto (carapaça externa) resistente. Esta camada protetora dificulta o seu extermínio.
Das mais de 130 espécies de escorpiões conhecidas no Brasil, três espécies estão entre as mais comuns nos acidentes em função de sua picada e veneno.
São elas:
Tityus serrulatus - o escorpião amarelo, comum principalmente no sul e sudeste, campeão em acidentes urbanos.
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| Tityus serrulatus |
Tityus bahiensis - muito comum em acidentes rurais, encontrado com mais frequência nas regiões centrais e no nordeste.
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| Tityus bahiensis |
Tityus stigmurus - conhecido como escorpião do nordeste.
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| Tityus stigmurus |
A espécie Tityus serrulatus se reproduz por partenogênese. A partenogênese é uma forma de reprodução assexuada, sem necessidade de um casal. A fêmea produz inúmeros ovos que darão origem às formas adultas. A sua multiplicação ocorre com facilidade. Uma fêmea pode gerar aproximadamente entre 30 e 40 filhotes a cada ano. Estes permanecem no dorso da mãe por cerca de uma a duas semanas até se espalharem.
O veneno, peçonha, destas espécies age no sistema nervoso, ou seja, é neurotóxico. Afeta o sistema respiratório podendo causar a morte por parada cárdio respiratória. Pode ser fatal em crianças, idosos, pessoas debilitadas. A picada costuma ser muito dolorosa. A dor se espalha pelo corpo tornando-o sensível a qualquer toque.
É possível evitar muitos dos acidentes com os escorpiões. 1- Manter o ambiente doméstico limpo e livre de entulhos. 2- Vedar bem a entrada das fossas. 3- Verificar sempre o vestuário, as roupas de cama e os sapatos antes de utilizá-los.
domingo, 14 de junho de 2026
Consolar
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| Imagem: casal de canários da terra/Sicalis flaveola/Claudio Gontijo |
Não é fácil achar palavras que curem,
ainda que em prece e clamor.
É que há temor de que não venha o alivio,
para a dor,
para o torpor.
Vem então o silêncio.
Silêncio para ouvir,
gemidos de solidão,
abandono,
aflição,
e de tudo o que ainda está por vir.
Tomara que no silêncio haja intimidade.
bondade.
Tomara que haja respeito,
mas não apenas,
porque quando já não houver mais palavras,
que venha então esperança,
temperança,
aliança.
E assim ao menos se possa acolher,
e deixar viver,
conviver.
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terça-feira, 12 de maio de 2026
Berço
Nas horas que já avançam,
que não se alcançam,
até que tudo seja doado.
É eterno o jorrar,
sem nada a guardar.
Sem qualquer estanque,
sem desejo de troca,
Os corações vão pelo mundo,
e que sejam acolhidos,
compreendidos.
Orações.
Amor sem fim.
Assim.
Amor que não é vaidoso,
que não desanda.
Amor que não reclama,
não se aflige,
não se proclama.
Amor que é vida,
como a vida quer.
Como a vida vai mesmo ser,
como vier.














