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Imagens: Sicalis flaveola (Canário-da-terra)/Cláudio Gontijo/Lassance-MG

domingo, 12 de julho de 2015

Água e vida

A água é um bem precioso. Se analisarmos a sua função de importância básica e fundamental para a manutenção da vida em todos os organismos vivos, podemos dizer que esta substância tem um valor que não se pode medir. Basta que nos lembremos de que mais de 65% do organismo humano é constituído por água, que ela está presente no líquido intersticial entre as inúmeras células e compõe a parte líquida do seu interior. Os vegetais apresentam mais de 75% deste líquido em sua constituição. Tomate, melancia, pepino, melão, laranja, como exemplos, apresentam mais de 90% de água em sua formação estrutural.  

Somente em nosso corpo a água:
- é veiculo para a manutenção da temperatura corporal.
- elimina todo o material orgânico indesejável através da excreção.
- forma fluídos indispensáveis como: sangue, suor, leite materno, lágrima, urina.
- é campo para inúmeras reações químicas metabólicas que ocorrem em nosso organismo para a manutenção da vida.
- é a via primordial para que ocorra a fecundação. 

Infelizmente a superfície terrestre possui apenas cerca de 2% de água doce em condições de servir os organismos vivos. A maior parte deste volume está congelada nas geleiras e em grandes profundidades subterrâneas da crosta terrestre. Temos, então, menos de 0,5% a ser utilizado.


É preciso considerar que o aquecimento da terra em face ao acúmulo de gases poluentes na atmosfera, produzidos pela indústria e veículos automotores principalmente, está alterando também a temperatura média dos oceanos. Este fator provoca modificações significativas no clima com períodos de redução drástica no índice pluviométrico em determinadas regiões. Quando a época de estiagem termina, a água trazida pelas chuvas não está sendo devidamente incorporada ao solo pois boa parte da vegetação foi retirada e já não há raízes suficientes para retê-la. A evaporação e a infiltração da água para partes mais profundas da crosta terrestre é uma realidade cada vez mais notável.



O leito seco de um córrego. Ribeirão São Gonçalo/Lassance-MG/Imagens: Cláudio Gontijo




Não queremos que este fenômeno continue o seu curso. Podemos fazer parte de um esforço conjunto para a preservação das nossas nascentes e rios. Precisamos evitar o corte indiscriminado de árvores. Esta ação torna-se cada vez mais indispensável e urgente, em face à desertificação crescente do planeta, da região onde moramos, enfim, de todas as paisagens ricas que outrora conhecemos.

Precisamos utilizar a Educação Ambiental para formar uma nova geração mais bem informada, consciente e ativa. Precisamos, cada vez mais, fazer o uso racional da água. Precisamos formar exemplos, sermos exemplo, para um futuro mais promissor. Para que a água continue a promover a vida, em todas as suas formas.

O sertão norte mineiro vive um momento preocupante e triste. Não chove regularmente a três anos, Os cursos d'água estão com seu volume aquífero reduzido a 1/3 da sua capacidade, outros já estão secos (como mostra a figura acima). Cisternas perfuradas pelos moradores a mais de 20 anos, sempre muito eficientes, estão secando uma a uma. Não é mais concebível que o cerrado possa perder mais vegetação. É preciso atenção em relação às florestas artificiais de eucalipto que transformam a paisagem natural, após o corte, em uma área semi desértica, pobre em nutrientes. Vale a pena o alto ganho do produtor com a madeira endereçada à produção de carvão e postes, ao custo da degradação profunda que a sua propriedade certamente irá sofrer? Quanto tempo estas áreas levarão para serem recuperadas? A que custo será possível recuperá-las ?







Esta é a paisagem que queremos. Imagens: Cláudio Gontijo/Lassance-MG



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