Há 20 anos atrás iniciou-se o maior conjunto de programas sociais da nossa história. Benefícios impensáveis para os tempos de luta e sobrevivência de outrora. Mais jovens nas universidades, mais acesso a moradias, maior universalidade do sistema de saúde pública, valorização do salário mínimo, mais incrementos salariais para os professores. Veio também a efetiva e dura luta pela erradicação da fome.
Eram tempos em que os grandes empreendedores, das redes de comércio, das indústrias, do sistema bancário, do agronegócio, faziam seus cálculos e, sempre a contragosto, observavam uma ínfima parcela dos seus ganhos ser direcionada aos que pouco possuíam.
Mas, de novo, lentamente, fomos amanhecendo em outros dias de equívocos e radicalismo. E o novo tempo veio trazendo a intolerância velada, travestida de fé e moralidade.
O lucro estratosférico já não pode ser retirado, nem em parcelas mínimas. A fome empreendedora deu lugar aos direitos que haviam sido estabelecidos. A obsessiva e desmedida sede pelo conforto social, pelas benesses, pelos privilégios, pavimenta este novo tempo.
Após todo o esforço, nos restarão os momentos que irão se colocar diante de nós. Como amanhecer emos ? Observando no horizonte o ônus de um extremismo dilacerante, truculento, ilusório ou o bônus da liberdade, da dignidade e da paz?
Não há mais o que considerar.
Cláudio Gontijo/Biólogo, Licenciado em Química. Professor da rede particular e pública de ensino.
Fale comigo: gontijocj@yahoo.com.br

Nenhum comentário:
Postar um comentário