Imagens: Garça-branca-grande (Ardea alba), Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus)/Cláudio Gontijo

quarta-feira, 7 de março de 2018

Brinquedo







Já não resta mais nem mesmo o que encantou o teu brinquedo,

agora caminhas pelos torrões e os raios da luz do dia passam pelos escombros.

Mas sei que tens sonhos e carregas o direito de correr longe do que te amedrontas.

Sei que apertas as mãos que já te levaram cuidadosas por ruas de cores e de vida.

Sei também que tens uma voz que pede um afago.

Levaram teus amigos, tua inocência. 

Levaram teus bens que nem todos notavam ao certo mas que compunham a tua infância.

Eram teus todos os pequenos objetos e faziam parte dos dias em que vivias sem medo,

onde não te assombravam a violência dos sons que nunca ouviras antes.

Tuas vestes não foram trocadas e teus pés estão sujos,

tua casa agora foi manchada e violada,

tuas mãos estão sangrando e você se recusa a olhar.

Teu caminho hoje é incerto e a cada dia passas por uma nova esquina,

mas sei que ainda tens direção e que queres encontrar novamente o que levaram de ti.

Sei das tuas súplicas ainda que não saibas os pormenores do que vai recitar,

sei da paz que ainda chegará,

antes da tua compreensão,

antes que termine o teu choro,

ainda antes que se vá o teu derradeiro gemido.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

O dimorfismo sexual no canário da terra

Quando dois seres vivos de uma mesma espécie apresentam caracteres físicos diferentes em sexos distintos, dizemos que, neste caso, há dimorfismo sexual. Enquanto nos vegetais esta característica é apenas funcional, nos animais esta diferença pode ocorrer para que um dos sexos apresente esta morfologia distinta com o objetivo de atrair o parceiro durante o acasalamento.

No caso específico do Canário-da-terra (Sicalis flaveola) esta característica é ainda mais acentuada e notável através da plumagem da espécie. O macho possui as penas com coloração amarela, enquanto a fêmea possui a cor parda e estriada. 



A fêmea do canário-da-terra, com as suas penas de cor parda e estriada. Imagem: Cláudio Gontijo




Durante o período de acasalamento o macho apresenta a plumagem ainda mais acentuada na sua coloração amarela, o seu canto fica mais melodioso e contínuo. Ele costuma efetuar movimentos dançantes em volta da fêmea.


O macho do canário-da-terra com sua plumagem amarelada. Imagem: Cláudio Gontijo



A espécie em seu dimorfismo sexual. Imagem: Cláudio Gontijo





domingo, 31 de dezembro de 2017

Simples









Sejamos gratos pelo que há de mais simples em nossa jornada. Acreditamos que a materialidade nós tornará mais plenos. Mas somente a simplicidade dos nossos atos no conduz à verdade. A verdade que nos leva a Deus. Deus é simplicidade sem contornos.

Sejamos gratos pela simplicidade que nos é ofertada dia após dia.

Sejamos gratos pela simplicidade que as nossas ações exalam quando nos aproximamos de tudo que é verdadeiro, de tudo que é Divino.

Sejamos gratos pela simplicidade de tudo aquilo que nos é essencial. Sejamos gratos pela simplicidade do amor.

Sejamos gratos pela simplicidade daquilo que realmente nos conforta. O Ano Novo que chegará, virá mais rápido do que nossas convicções. Então, que sejamos mais gratos, e mais simples!


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Flamboyant; muita sombra, muitas flores

O Flamboyant é uma árvore que pode atingir a altura de 10 a 12 metros. Embora a altura não seja considerável, a sua copa pode se tornar muito larga e frondosa. A espécie, Delonix regia, tem origem na África e adaptou-se às regiões tropicais e sub-tropicais da América.



Um Flamboyant ainda jovem em período de floração. Imagem: Cláudio Gontijo




É muito utilizado como planta ornamental em função da beleza das suas flores avermelhadas. No entanto suas raízes fortes atingem também a superfície do solo, sendo capazes de destruir passeios e construções. Por isso são ideais para serem plantados em parques e campos abertos.



Flor do Flamboyant (existem tonalidades mais claras, amareladas). As sépalas estão localizadas mais ao centro da flor. Imagem web



As flores surgem entre os meses de outubro a dezembro. Elas são protegidas por sépalas (estruturas foliáceas menores que protegem diretamente a parte central da flor) e por pétalas (posição externa em relação às sépalas). Estas estruturas reprodutoras dão origem a vagens (leguminosas) que, por sua vez, irão originar as sementes. As sementes são muito duras e é necessário tirá-las de um estado de "dormência", colocando-as em água pura por um período de 24 horas. Após plantadas elas germinam em cerca de 15 dias.




A vagem seca do Flamboyant. Imagem: Cláudio Gontijo





Sementes no interior da vagem. Imagem web














sexta-feira, 21 de julho de 2017

O Pau d'arco roxo

O Ipê Roxo na verdade produz flores de tonalidade rósea/roxa. Por isso esta espécie, Tabebuia impetiginosa, é também conhecida como Pau d'arco rosa. 



Imagem: Cláudio J Gontijo




O Ipê roxo atinge uma altura que varia de 9 a 13 metros, podendo chegar a 20 metros em meio a uma floresta densa. Sua floração ocorre entre os meses de maio a agosto. Após este período, no início da primavera, as flores darão origem a vagens lisas que irão se romper originando sementes aladas. Estas sementes germinam bem em cima tropical, a sol pleno.




Imagem: Cláudio Gontijo





Sua madeira é dura, rígida, utilizada para construções externas. Também pode ser utilizada para arcos de violino, daí o nome pau d'arco. A casca é bactericida com poder medicinal em úlceras, feridas externas, infecções da pele.






As flores dão origem às vagens que se rompem originando as sementes. Imagens: Cláudio Gontijo



Esta espécie é adequada em arborização urbana pelo fato de suas raízes não causarem maiores estragos e pela beleza de suas flores.



Imagem: Cláudio Gontijo