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Imagens: Sicalis flaveola (Canário-da-terra)/Cláudio Gontijo/Lassance-MG

sábado, 20 de fevereiro de 2016

O galo-da-campina

Nos meses mais úmidos do verão é possível observar na mata ciliar do Rio das Velhas, norte de Minas, caminhando ou saltitando pela vegetação de gramíneas, um belo pássaro com a cabeça e porção inicial do peito (garganta) cobertas com penas vermelhas. As regiões do abdômen e restante do peito possuem a cor branca, em contraste com cor escura/acinzentada das asas e da porção dorsal. Ele é o cardeal-do-nordeste (Paroaria dominicana), também conhecido como galo-da-campina. Esta espécie habita a vegetação semi-árida do nordeste e as matas ciliares. Quando a imagem foi feita o pássaro percorria, arisco, a vegetação rasteira dos gramados para buscar o seu alimento predileto, as sementes nos pedúnculos das gramíneas. Nestes períodos, onde ocorre o seu acasalamento e reprodução, alimentam-se também de boa quantidade de insetos e larvas.


O cardeal-do-nordeste e a sua bela plumagem. Imagem: Cláudio Gontijo



Em ciclos regulares de chuvas a sua reprodução pode ocorrer. em média, três vezes ao ano. Nos ninhos, em formato de tigela, construídos com ramos e capim, secos, entrelaçados, são depositados até três ovos. Em duas semanas os ovos eclodem, após mais quinze ou vinte dias estes filhotes já são capazes de voar.


O ninho de uma das várias espécies de cardeais. Imagem web




Não há dimorfismo sexual, ou seja, diferenças marcantes entre o macho e a fêmea. No período reprodutivo o casal permanece sempre juntos. O macho determinará o território para que a fêmea construa juntamente com ele, o ninho e realize a postura dos ovos.
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