Imagens: Garça-branca-grande (Ardea alba), Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus)/Cláudio Gontijo

terça-feira, 14 de abril de 2020

Aedes aegypti, o mosquito do Egito

O mosquito é natural do Brasil?

O mosquito Aedes aegypti é originário do Egito. Existem várias espécies do gênero Aedes causadoras de doenças, geralmente espalhadas por regiões tropicais do planeta. O Aedes aegypti, mosquito egípcio, chegou até a África e, a partir deste continente, espalhou-se para as Américas trazido por colonizadores europeus. 






Porque o Aedes se reproduz em maior número no verão?

O aumento da temperatura terrestre favoreceu a multiplicação dos insetos de um modo geral (observe como pulgões, gafanhotos, aumentaram). Com o mosquito Aedes aegypti não foi diferente. No Brasil os verões chuvosos e quentes  formam o ambiente ideal para a reprodução desta espécie. Neste período o seu ciclo reprodutivo fica mais curto e apresenta maior velocidade. A melhor temperatura para a sua multiplicação ocorre em torno de 30 graus. Reproduções mais rápidas, mais mosquitos, mais contaminações. Temperaturas mais baixas tornam o ciclo 5 vezes mais lento.


Porque há necessidade de sangue?

Após o cruzamento entre o macho e a fêmea ocorre a fecundação.  A cópula pode ocorrer durante o voo ou em superfícies planas. A fêmea é capaz de sugar sangue antes da cópula, em menor escala, mas após a fecundação busca a hematofagia de forma voraz para que ocorra a maturação (formação) dos ovos no ovário e o seu desenvolvimento completo. O sangue possui nutrientes (proteínas específicas) que favorecem os ovos. Sem sangue não ocorre o seu desenvolvimento. A maturação dos ovos ocorre em 2 dias (48 horas).




Ciclo reprodutivo simplificado

Macho e fêmea alimentam-se de seiva vegetal (caules, frutos) e néctar (flores). Mas a fêmea precisa se alimentar de sangue para a produção dos ovos. Ela necessita de nutrientes presentes no sangue (proteínas específicas). A postura dos ovos já pode ocorrer 3 dias após a ingestão de sangue.





Os ovos desenvolvidos são depositados em locais próximos ao ambiente aquático, em recipientes contendo água parada, geralmente um pouco acima da linha d'água. Em contato com a água os ovos eclodem em 2 dias. Após eclodirem darão origem a larvas que passarão por 4 estágios ate chegarem a uma morfologia mais desenvolvida denominada pupa. A pupa então se transformará na forma do mosquito adulto. Detalhe: mosquitos mais adaptados aos ecossistemas já conseguem se reproduzir em volumes de água cada vez menores.




O ciclo completo partindo dos ovos dura em média 7 a 10 dias. Em função deste ciclo, as regiões com possíveis reservatórios de água parada devem ser vistoriadas semanalmente. Não é correto o fato de que o mosquito se reproduz apenas em água limpa, ele pode fazer seu ciclo reprodutivo em água com muitos resíduos. 



As larvas possuem grande mobilidade 


A forma adulta possui vida média de 6 semanas. Neste período a fêmea é capaz de produzir cerca de 150 a 300 ovos. A fêmea quando não encontra locais propícios para depositar seus ovos vai espalhando-os em locais adequados. Podem ser diversos pontos em um raio de até 1500 metros. Eles são resistentes e podem sobreviver cerca de 1 ano em condições adversas (seca prolongada, por exemplo). Os ovos já podem iniciar o seu desenvolvimento para a eclosão com menos de 40 minutos de submersão na água. 

Um mosquito portador do vírus pode infectar 1 pessoa para cada lote de ovos. No entanto, segundo estudos, pode picar infectando até 4 ou 5 pessoas. Durante a sua vida curta, 1 fêmea pode infectar até 300 pessoas. 



Aedes aegypti possui menos de 1 cm de tamanho. A presença de listas brancas e negras é característica em seu corpo


Não é tão simples observar a presença deste inseto

A morfologia externa do mosquito permite que ele se torne menos visível (camuflável) em ambientes com pouca luz: debaixo das pias, atrás de portas, debaixo das camas. Ele prefere ambientes sombreados que se localizem fora da luz solar direta. A sua picada pode ocorrer em qualquer horário do dia, no entanto é mais frequente no período da manhã e no final da tarde. Mas podem ocorrer picadas à noite. Outro fato interessante: o mosquito possui substâncias anestésicas e anticoagulantes em sua saliva. Muitas pessoas podem não perceber que estão sendo picadas.


Geralmente o mosquito não realiza voos tão altos

Os voos destes mosquitos costumam ser fracos. Por este motivo grande parte das picadas ocorrem em membros inferiores, pernas e pés. Estas regiões também possuem substâncias (secreções) que os atraem pelo odor.  



quinta-feira, 19 de março de 2020

Vírus: proteína e material genético

Doenças Virais

Um resfriado vai manifestando os seus sintomas: tosse, dores no corpo, coriza, febre. Em algumas horas virá a sensação de cansaço e mal estar. Seres de tamanho reduzido (submicroscópicos, ou seja, que não podem ser vistos por um microscópio comum) atacam as células e vão se replicando com muita rapidez. Por isto os sintomas aparecem de forma súbita.

Gripe, sarampo, hepatite, catapora, herpes, raiva, varíola, dengue, febre amarela, rubéola, poliomelite, meningite viral, AIDS são doenças causadas por estes seres a que denominamos vírus. 

Em algumas situações não há vacinas que poderão combater as doenças virais. Outras formas de medicação não combatem o vírus. Neste caso somente o organismo será capaz de produzir substâncias para controlar a enfermidade, os anticorpos. Os anticorpos fazem parte do sistema imunológico. Eles marcam os corpos estranhos para que sejam destruídos pelo próprio organismo. Esta ação pode levar frequentemente alguns dias. Em outras situações existem medicamentos que atuam nos sintomas controlando a doença, como é o exemplo da AIDS e outras infecções virais. 

O Vírus sobrevive sozinho?

O vírus não possui estruturas, organelas, celulares. Eles necessitam das células para a sua sobrevivência e para a reprodução. Sem o organismo celular o vírus é uma partícula de pouca atividade, de pouca dinâmica. No entanto eles são capazes de permanecer por um determinado período fora do ambiente celular.

O vírus se adere à membrana que envolve a célula e é capaz de deixar seu material genético atravessá-la. Em outras situações eles invadem o interior celular. Este é um dos fatores que os tornam patogênicos, causando muitas doenças.


O vírus se conectando à parede celular de uma bactéria

Os desenhos abaixo são uma forma simplificada de representá-los: 

O vírus é basicamente uma cápsula de proteína que envolve  DNA ou RNA


Formato de alguns tipos de vírus

Como é o vírus. Como se reproduz.

O vírus é formado por uma membrana proteica, uma cápsula de proteína (capsídeo), que envolve o seu material genético: DNA ou RNA. Em uma das suas formas de reprodução este material genético penetra o meio intracelular e incorpora-se ao conjunto de genes (genoma) da célula atacada. A partir deste momento o vírus passa a controlar as atividades deste organismo, conduzindo-o para a produção de réplicas. Ele é capaz de promover uma rápida multiplicação no interior das células. Após a sua reprodução em larga escala ele pode matar as células que o serviram e, em grande número, aderir-se a outras. A  partir desta multiplicação muitos atacarão ao mesmo tempo. Assim é grande a sua velocidade de propagação.



Esquema simplificado de multiplicação viral em uma bactéria. 





Um pouco sobre o coronavírus 


Este tipo de vírus pode causar sintomas semelhantes a um resfriado ao penetrar uma célula do corpo humano. Os principais são:

         
            - Febre
            - Tosse                                                                                         
            - Dificuldade respiratória                           
            - Fadiga      


Os sintomas podem evoluir para doenças pulmonares mais sérias. O vírus preocupa pelo fato de se disseminar de forma veloz e, em alguns casos, por causar complicações respiratórias que não respondem aos medicamentos.


Segundo pesquisas realizadas ele parasita normalmente determinados animais silvestres. No organismo humano ele é capaz de se reproduzir rapidamente. Uma pessoa contaminada pode transmiti-lo com facilidade através da saliva: pela fala, por espirros, pelo simples toque. O vírus também pode se depositar em superfícies como: 

                   
                      - maçanetas                                        
                      - corrimãos                      
                      - grades                        
                      - balcões                 
                      - prateleiras                    
                      - mesas                        
                      - cadeiras.



Pessoas idosas (maiores de 60 anos) ou portadoras de outros tipos de doenças são as que estão no grupo de risco para maiores complicações. São exemplos destas comorbidades:

- cardiopatias                             
- hipertensão                       
- diabetes       
- doenças pulmonares (tuberculose, enfisema, bronquite, asma, câncer)                                     
- outras enfermidades que reduzem a capacidade do sistema imunológico

A maioria das pessoas contaminadas (cerca de 80%) deverá desenvolver formas mais brandas desta virose e não necessitarão de maiores cuidados hospitalares. Outros casos necessitarão de internação em hospitais. Uma porcentagem que situa-se aproximadamente entre 2 e 5% poderá vir a óbito.


Existem várias formas de se fazer a prevenção em relação à contaminação:


- Lavar as mãos várias vezes ao dia com água e sabão.
- Evitar aglomerações de pessoas.
- Não compartilhar objetos de uso pessoal.
- Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir.
- Não utilizar relógios, bijuterias, joias, ao ter que sair às ruas.
- Retirar as roupas e calçados que tiveram contato com o meio externo em relação ao ambiente           doméstico e lavá-los com assepsia.


As redes sociais cresceram muito e continuam a crescer. Informações propagadas nestas redes sem qualquer conhecimento, falsas notícias, não auxiliam aos que necessitam de um mínimo de esclarecimento. Ao contrário, contribuem para aprofundar a apreensão. O estresse e a ansiedade gerados nesta realidade distorcida acabam por piorar diversos quadros de saúde. O compromisso e a responsabilidade ao transmitir informações são fundamentais. 


domingo, 8 de março de 2020

A Rosa-do-cerrado: sub-arbusto, flores na estação chuvosa

A vistosa Rosa-do-cerrado (Kielmeyera rubiflora) é um sub-arbusto, ou seja, não possui um único ramo mas vários deles saem do solo. Estes pequenos arbustos chegam a atingir até 150 cm de altura e as flores ficam no ápice das hastes.




A planta em meio ao cerrado (Imagem: Cláudio Gontijo)




É uma planta típica das savanas, do cerrado, ocorrendo até em algumas regiões semi-áridas. Renova-se anualmente, dependendo da condição climática. Possuindo cor rosácea característica, a floração ocorre no verão, em períodos mais chuvosos.




A flor da Rosa-do-cerrado (Imagem: Cláudio Gontijo)





No cerrado estas flores produzem substâncias que serão utilizadas pelas abelhas para a produção de cera e mel. 




Imagem: Cláudio Gontijo






segunda-feira, 2 de março de 2020

Columba livia, pombos perigosos: ornitoses por fungos, bactérias

Uma das espécies mais comuns de pombos que se adaptaram ao ambiente urbano é a chamada Columba livia. Na cidade eles encontram alimento em maior quantidade, são tolerados pela população e não são incomodados por predadores. Normalmente, na natureza, fazem ninhos em locais altos, de pouco acesso e  alimentam-se de sementes e grãos. Fora do seu habitat eles buscam o interior dos telhados, forros, de casas mais altas, para moradia e reprodução.


Os pombos buscam alimento em diversos lugares

Vivem em grupo e podem localizar com precisão seus pontos de reprodução mesmo quando se afastam a dezenas de quilômetros. Um casal se reproduz 4 a 5 vezes por ano com dois ovos em média por ninhada. Em duas semanas os ovos eclodem e os filhotes voam em mais 4 semanas.  Quando identificam regiões de acesso para o seu acasalamento, atraem outros da mesma população. Quanto maior a disponibilidade de água e alimento maior é sua frequência reprodutiva. Como não possuem um paladar exigente para a alimentação, ingerem restos de comida deixada fora do interior das casas e até mesmo lixo.


O ninho em vãos do telhado.

Estas aves frequentam vários ambientes nas cidades e este é um dos fatores pelos quais costumam adquirir grande quantidade de fungos, bactérias. Os microrganismos podem contaminar a água e os alimentos. As fezes dos pombos secam e são espalhadas pelo vento podendo causar doenças como alergias, dermatites (erupções na pele e coceiras), ou mais graves como a criptococose, ornitose, salmonelose (bactéria Salmonella presente nas fezes, que contamina carne e ovos, causando intoxicação alimentar com diarreia, vômitos, febre). A criptococose é transmitida pela inalação de fungos através da poeira das fezes secas destes animais. Atinge o pulmão, o sistema nervoso central, com infecções pulmonares e determinadas formas de meningite.



Pombos no telhado em Lassance, as frestas foram fechadas


É possível afastá-los, promovendo a sua migração para ambientes naturais adequados:

- Não deixar restos de alimentos mal acondicionados; farelos, rações, cereais.
- Não alimentar os pombos.
- Fechar os vãos dos telhados, forros, frestas.
- Retirar ninhos e limpar as fezes com desinfetantes.


Embora tenham uma aparência mansa e muitos os associarem à paz e a beleza das cidades, os pombos urbanos representam riscos para a saúde pública. Na verdade não possuem nada de atrativos se considerarmos que são reservatórios naturais assintomáticos de inúmeros microrganismos. Ações educativas devem ocorrer direcionadas à população de um modo geral, no sentido de prestar esclarecimentos sobre a real situação destas aves entre ruas e casas.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Pau d'arco, o Ipê da mata.

                                                                                                                                                              Nos meses de agosto a novembro, variando de acordo com o clima e região, ocorre a floração desta bela espécie; Tabebuia serratifolia. A árvore é conhecida como pau d'arco, ipê da mata, ipê do cerrado,entre outras denominações.  O pau d'arco destas imagens foi fotografado em uma mata ciliar,
onde é encontrado com frequência.                                                                                                                                                                                                                              .
  


      



Entre novembro e dezembro as suas flores dão origem a vagens esverdeadas contendo em seu interior as sementes. Em um período curto de tempo estas estruturas secam e são liberadas. Elas são aladas, ou seja, são envolvidas por películas que as tornam facilmente transportadas pelo vento. 







O pau d'arco possui uma casca grossa e pode atingir uma altura média de 20 metros. Sua madeira é muito resistente e durável, motivo pelo qual foi sendo derrubado ao longo dos anos. 





A sua semente pode ser cultivada na produção de mudas. Para este fim as vagens devem ser secas. Retiradas as sementes, elas serão plantadas em sacos apropriados preenchidos com terra que misture argila, areia e humus. A germinação ocorre em duas ou três semanas. Em três ou quatro meses as mudas já podem ser transplantadas.













Imagens e texto: Cláudio Gontijo

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

A natureza cobra












A natureza cobra o que lhe é devido. Cobra a cobertura vegetal, a calha natural dos cursos d'água, o espaços de solo retirados indevidamente, a qualidade do ar atmosférico. Mas não cobra de forma rápida, cobra em longas prestações.

sábado, 25 de janeiro de 2020

As chuvas, os alagamentos.











O homem alterou além do que poderia. A grande expansão industrial na Europa, America do Norte e Ásia, o aumento substancial da frota de veículos no planeta, lançou na atmosfera volumes cada vez mais crescentes de gases. Emissões danosas que modificaram o cinturão natural protetor da terra. Estes buracos expuseram o planeta à maior radiação solar, alteraram a temperatura dos oceanos; um dos fatores mais importantes para toda a mudança climática ocorrida. Os principais países industrializados, os mais ricos economicamente, descumpriram os tratados de controle desta emissão de gases. A conta foi feita e terá que ser paga. O desequilíbrio  global não cobra de forma instantânea, cobra em prestações.

O anormal fenômeno de aquecimento e as alterações nas temperaturas dos oceanos compõem o descontrole climático. Nevascas extensas, alagamentos, incêndios florestais, derretimento das calotas de gelo polares.

O Brasil também errou e sofre estas consequências. A vegetação foi arrancada para os plantios agrícolas em larga escala, para a pecuária e a exploração da madeira. Extensas áreas da floresta amazônica foram dizimadas na prática deste comércio madeireiro e projetos agropecuários. Estima-se que 20% deste bioma já foi destruído.

Hoje restam cerca de 7% de vegetação da Mata Atlântica, esta cobertura vegetal já ocorreu em mais de 30% do território brasileiro.

O cerrado é o segundo bioma da vegetação brasileira. Embora a sua destruição tenha diminuído nos últimos anos, estima-se que quase metade da sua estrutura foi destruída. O plantio de soja e milho, a pecuária, executados por grandes empresas com técnicas e maquinários avançados, foram os principais fatores da sua destruição. Parte do seu corte sistemático ao longo dos anos para a produção de carvão vegetal, alimentando as siderurgias, foi praticado pelos menores proprietários de terra. 

O país hoje possui menor cobertura vegetal, menor evaporação, clima mais quente e desordenado. E sofre por estes dias com as tempestades no sudeste. Grandes massas de ar  úmidas saem da amazônia e cruzam o país. Frentes de ar frio chegam ao sudeste advindas da Antártica. São grandes zonas de convergência (fusão, união). Grande parte destas alterações tem origem também na modificação das brisas marítimas. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) realiza pesquisas e prevê que nos próximos 60 anos estas chuvas extensas e seus alagamentos irão continuar, em um grande ciclo.

O problema brasileiro conta também com o aumento populacional e ocupação desordenada das cidades, com a falta de um plano diretor que organize este crescimento. Casas construídas nas elevações, cortes extensos em áreas com restos de vegetação nas encostas e morros. Córregos, rios, assoreados pelos sedimentos de terra que se soltam, ou canalizados, não escoam o maior volume de água. O excesso de lixo depositado nas ruas entopem os bueiros que drenariam grandes áreas impermeabilizadas pela pavimentação.

O futuro está ancorado na reversão de boa parte desta realidade. No controle da emissão de gases em tratados mais rígidos, no reflorestamento sistemático. E a maior de todas as ações; a educação ambiental que formará gerações mais críticas. Gerações que vão se alimentando não só do ensino nas salas de aula, mas da visão cruel de todas estas catástrofes. Novas gerações mais preparadas, conscientizadas, para as alterações de todo um contexto equivocado. Jovens que serão capazes de construir de forma sustentável, de forma a respeitar o curso normal do grande bioma terrestre.

sábado, 21 de dezembro de 2019

Amor é proteção










O mal não pode apertar um gatilho, não é capaz de mover uma tecla cibernética para roubar, não pode conduzir os nossos braços e a pronúncia das palavras para agredir. O mal só pode iludir, desequilibrar, na fragilidade. Ele só ronda a nossa mente, nunca a alma, nunca a nossa natureza Divina. É experimentando o amor Daquele que tudo cria, que nos livramos de todo o mal. É servindo que nos é concedida a proteção. Que nunca nos esqueçamos desta realidade: o Pai não admite que nos afastemos do seu amor, porque ele deseja que tenhamos vida. Somente vida.











Imagem e texto: Cláudio Gontijo