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Imagens: Sicalis flaveola (Canário-da-terra)/Cláudio Gontijo/Lassance-MG

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Macaúba, uma das palmeiras do cerrado.

Um grupo de palmeiras. Imagem: Cláudio Gontijo/Lassance-MG



Ao entardecer, a silhueta comprida da palmeira confunde-se com a paisagem rústica, cor de terra, do sertão. Uma, duas, várias, equilibram-se no horizonte e, às vezes tortas, parecem estar tombando no solo. Ao longo do extenso território brasileiro muitos nomes são popularmente próprios desta espécie, denominada Acrocomia aculeata; macaúba, coco-de-espinho,bocaiuva. 




A silhueta da macaúba no cerrado. Imagem: Cláudio Gontijo/Lassance-MG





Este vegetal cresce até mesmo em meio aos climas com baixo índice de chuvas, a suas sementes são capazes de resistir à seca. A macaúba pode alcançar uma altura que varia entre 20 e 25 metros. Possui espinhos pontiagudos e longos. Já em torno dos seus três ou quatro anos de idade ela já apresenta a capacidade de produzir os frutos cuja casca (epicarpo) possui cor castanho-amarela e o seu interior a coloração amarelada. Estes frutos são muito importantes na cadeia alimentar dos ecossistemas, pois são fonte de alimento para araras, capivaras, saguis, cotias e outras espécies animais.


A parte externa do fruto. Imagem web




A figura à direita mostra a parte interna do fruto. Imagem web




Pesquisadores brasileiros descobriram, ao longo dos anos, inúmeros benefícios que podem ser proporcionados por esta palmeira. A polpa do fruto (mesocarpo) é matéria prima para a produção de uma farinha rica em betacaroteno e vitamina A, muito importante para a visão e para o sistema imunológico. A sua semente propriamente dita (endosperma) produz um óleo de alto valor proteico, utilizado em bolos e tortas.

A macaúba pode se tornar uma das mais importantes alternativas para o cultivo sustentável visando a produção de biocombustíveis. O seu óleo vegetal refinado dá origem ao biodiesel e ao bioquerosene.

Infelizmente o desmatamento  e as queimadas destruíram boa parte destas palmeiras, principalmente no estado de Minas Gerais. Vai se tornando difícil avistar um grupo destes vegetais, nativos, na paisagem do cerrado.
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